A empresa pode negar atestado médico para mudança de função?
21 de junho de 2024

A saúde do trabalhador é um dos aspectos mais protegidos pela legislação trabalhista brasileira. O atestado médico é um documento fundamental nesse contexto, pois garante que as necessidades de saúde do trabalhador sejam respeitadas no ambiente de trabalho. No entanto, surgem muitas dúvidas quando se trata da mudança de função recomendada por um médico. Será que a empresa pode negar essa solicitação? Vamos explorar as condições sob as quais uma empresa pode ou não recusar um atestado médico para mudança de função.


O atestado médico para mudança de função é emitido quando o médico avalia que o empregado não está apto para realizar suas atividades atuais devido a condições de saúde. Esse documento é essencial para garantir a segurança e o bem-estar do trabalhador, evitando o agravamento de condições de saúde preexistentes. No entanto, a aceitação ou recusa deste atestado por parte da empresa pode depender de diversos fatores legais e práticos.


A princípio, é importante compreender que a empresa tem o dever de garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro. Isso inclui respeitar as limitações de saúde dos trabalhadores conforme indicado em atestados médicos. No entanto, existem certas circunstâncias em que a empresa pode questionar ou até mesmo recusar um atestado médico para mudança de função. Vejamos essas condições mais detalhadamente.


1. Validade e Claridade do Atestado


O primeiro ponto que uma empresa pode considerar é a validade e clareza do atestado médico. O documento deve ser emitido por um profissional habilitado e conter informações detalhadas sobre a condição de saúde do empregado e a necessidade de mudança de função. Se o atestado não for claro ou parecer inadequado, a empresa pode solicitar uma segunda opinião médica para confirmar as recomendações.


2. Relevância Médica


Para que a mudança de função seja justificada, o atestado deve estabelecer uma conexão clara entre a condição de saúde do empregado e a necessidade de alterar suas atividades laborais. Por exemplo, se um trabalhador sofre de problemas respiratórios graves, pode ser necessário transferi-lo para um ambiente menos exposto a poeira ou produtos químicos. Se essa conexão não estiver claramente estabelecida no atestado, a empresa pode questionar a necessidade da mudança.


3. Impacto na Operação da Empresa


Outro fator relevante é o impacto que a mudança de função pode ter nas operações da empresa. Em algumas situações, a função atual do empregado pode ser crítica para a operação diária, e a alteração pode não ser viável sem comprometer a eficiência ou segurança da empresa. Nesses casos, a empresa deve buscar alternativas viáveis que atendam às necessidades de saúde do trabalhador sem comprometer as operações.


4. Alternativas de Função


Quando um atestado médico recomenda a mudança de função, a empresa deve avaliar se existem funções alternativas compatíveis com as limitações do empregado. Se não houver funções adequadas disponíveis, a empresa pode ter razões legítimas para não aceitar a mudança recomendada. No entanto, isso deve ser bem documentado e alternativas devem ser exploradas antes de uma recusa definitiva.


A recusa de um atestado médico para mudança de função deve ser cuidadosamente considerada pela empresa, levando em conta a validade do documento, a relevância médica, o impacto operacional e a disponibilidade de funções alternativas. A empresa deve sempre priorizar a saúde e o bem-estar do trabalhador, buscando soluções que atendam às necessidades médicas sem comprometer suas operações.


Para garantir que todos os procedimentos sejam seguidos corretamente e para evitar potenciais litígios, é recomendável que tanto empregadores quanto empregados busquem a orientação de um advogado especializado. Um especialista pode ajudar a navegar pelas complexidades legais, garantindo que os direitos do trabalhador sejam respeitados e que a empresa cumpra suas obrigações de forma adequada e justa.

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3 de abril de 2025
A proteção de informações sensíveis é uma prioridade estratégica em qualquer relação comercial. Por isso, o Termo de Confidencialidade — também conhecido como NDA (Non-Disclosure Agreement) — é um instrumento indispensável para empresas que lidam com dados sigilosos, know-how, processos internos ou estratégias de mercado. Mas para que o NDA tenha validade jurídica e eficácia prática, é necessário que ele seja elaborado com atenção a cláusulas fundamentais. A seguir, explicamos o que não pode faltar nesse tipo de documento. 1. Identificação precisa das partes envolvidas O termo deve conter a qualificação completa das partes (pessoa física ou jurídica), com informações como nome, CPF/CNPJ, endereço e representante legal, se aplicável. Essa identificação é essencial para garantir clareza e segurança jurídica sobre quem está assumindo as obrigações de confidencialidade. 2. Definição clara do que é considerado confidencial O conceito de “informação confidencial” precisa ser delimitado no contrato. É recomendável especificar quais dados, documentos, processos, métodos ou estratégias serão protegidos e também deixar claro o que não se enquadra nessa categoria, como informações já públicas ou previamente conhecidas pela parte receptora. 3. Obrigações das partes O NDA deve estabelecer o dever de não divulgar, reproduzir ou utilizar as informações confidenciais para fins diversos do objeto contratado. Além disso, pode prever a obrigação de restringir o acesso aos dados apenas a pessoas autorizadas ou membros da equipe diretamente envolvidos. 4. Prazo de validade do compromisso de confidencialidade É essencial definir por quanto tempo a obrigação de sigilo será válida — mesmo após o término da relação contratual. O prazo pode variar conforme o tipo de informação ou o risco envolvido, sendo comum a extensão de 2 a 5 anos, ou até prazo indeterminado em casos específicos. 5. Penalidades em caso de descumprimento Cláusulas de indenização por perdas e danos, multa contratual ou outras penalidades devem constar no documento para desestimular a quebra de sigilo e permitir reparação em caso de descumprimento. A existência de sanções contribui para a força coercitiva do contrato. 6. Foro e legislação aplicável Indicar o foro competente para resolução de eventuais conflitos é um item indispensável. Especialmente em contratos firmados com partes de diferentes localidades ou países, é importante definir previamente qual jurisdição será aplicada. 7. Possibilidade de devolução ou destruição dos dados É recomendável que o NDA preveja a devolução ou destruição das informações após o fim da relação contratual ou do projeto, como forma de reforçar a proteção do sigilo. Um Termo de Confidencialidade bem elaborado é uma medida preventiva valiosa. Ele fortalece a confiança entre as partes, protege ativos intangíveis e reduz riscos legais que poderiam comprometer relações comerciais importantes. Se sua empresa lida com informações estratégicas ou pretende iniciar negociações sensíveis, contar com uma consultoria jurídica especializada é fundamental para garantir proteção real, e não apenas formal.
A man and two women are standing next to each other holding papers and a tablet.
20 de março de 2025
Em um mundo corporativo cada vez mais regulamentado, empresas de todos os portes enfrentam desafios para manter suas operações dentro da legalidade e da ética. Nesse contexto, o compliance surge como um grande aliado, garantindo conformidade com leis, disposições e boas práticas, além de fortalecer a proteção da empresa e evitar riscos jurídicos e financeiros. Mas, afinal, como o compliance pode proteger e fortalecer sua empresa? 1. Prevenção de riscos e penalidades Empresas que não seguem normas legais podem enfrentar multas, processos judiciais e até as mesmas sanções que comprometem sua operação. Um programa de compliance bem estruturado ajuda a identificar e mitigar riscos antes que eles tenham problemas reais. 2. Cultura organizacional ética e transparência Empresas que promovem um ambiente de trabalho baseado na ética e na transparência em casos de corrupção, assédio e fraudes internacionais. Isso melhorou a relação com funcionários, parceiros e clientes, além de fortalecer a imagem da empresa no mercado. 3. Maior credibilidade e confiança no mercado Negócios que adotam boas práticas de compliance ganham mais benefícios em termos de clientes, investidores e fornecedores. Muitas grandes corporações e órgãos públicos proíbem que seus parceiros e sobre serviços sigam padrões rigorosos de conformidade. 4. Vantagem competitiva e sustentabilidade do negócio Empresas comprometidas com compliance se destacam no mercado e conquistam mais oportunidades. Além disso, a conformidade com as leis ambientais, fiscais e trabalhistas contribui para a sustentabilidade e o crescimento a longo prazo. Como implementar um programa de compliance? Adotar um programa de compliance envolve diversas etapas, como: ✔ Identificação dos principais riscos do setor; ✔ definição de políticas e códigos de conduta; ✔ Treinamento contínuo para colaboradores; ✔ ️ Implementação de canais de denúncia e auditorias regulares. O suporte jurídico especializado também é essencial para garantir que todas as práticas estejam alinhadas com a legislação vigente. Se sua empresa ainda não possui um programa de compliance, agora é o momento ideal para começar! Um bom planejamento pode evitar grandes problemas no futuro e garantir que sua organização cresça de forma segura e sustentável.
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